Acerca de

Iodoterapia

IODOTERAPIA 

Você sabe o que é iodoterapia??

Talvez para a maioria das pessoas seja um nome desconhecido, estranho. Mas para os pacientes que já tiverem ou tem câncer de tireóide, é um termo bem comum, já que faz parte da discussão do tratamento do câncer de tireóide e logo após o paciente se lançar em pesquisas na internet, ele logo se depara com o termo IODOTERAPIA.

 

Apesar de ser um procedimento que visa complementar a cirurgia, não são todos os pacientes que possuem câncer de tireóide que precisam realizar a iodoterapia.

 

Esse procedimento é indicado apenas para pacientes com câncer de tireóide com alto risco para retorno da doença, recidiva da doença.

 

A iodoterapia consiste em uma moléculas de iodo marcado com componente radioativo e é denominado iodo 131 (I131). O paciente ingere um líquido incolor, inodoro, e o iodo radioativo após ser absorvido, se fixa nas células tireoidianas restantes no corpo e causa uma lesão celular com o componente radioativo do iodo.

 

Mas calma!!

Vejo com muita frequência meus pacientes muito preocupados com o conceito de que a iodoterapia é uma espécie de quimioterapia, com todos os estígmas associados a esse procedimento, como: vômitos, mal estar, queda de cabelos, úlceras de boca, perda de peso, lesões de pele e etc.

Apesar de ser uma terapia com iodo radioativo, essa é considerada uma terapia alvo, e que tem a finalidade de se fixar e destruir apenas tecidos tireoidianos e dessa forma o efeito tóxico sobre o corpo é muito menor.

Apesar de ser "menos agressivo" que a quimioterapia (digamos assim), o uso de iodoterapia no câncer de tireóide é realizado em doses mais altas e tem alguns efeitos colaterais associados, como;

  • Náuseas e vômitos.

  • Inchaço e sensibilidade nas glândulas salivares.

  • Boca seca.

  • Alterações no paladar.

Porém são sintomas em geral bem tolerados pelos pacientes que realizam o procedimento de iodoterapia no câncer de tireóide. 

Diante de todas essas dúvidas.uma pergunta muito comum dos pacientes na nossa rotina, é se será necessário realizar  a iodoterapia mais de uma vez.

 

A resposta é que pode ser necessário sim!! PODE ser que seja necessário uma nova dosagem de radioiodoterapia.

 

Em alguns casos, quando o paciente tem recidiva da doença, do câncer, algumas formas de retorno são tratadas com o uso da iodoterapia e não mais com a cirurgia do câncer de tireóide. Isso se trata especialmente de metástase em órgão como pulmão, cérebro, osso e etc. Locais de metástase que não podem ser tratados de forma cirúrgica, é tratado com a iodoterapia.

 

Isso é principalmente indicado para os tipos de câncer de tem grande afinidade pelas moléculas de iodo, que captam e internalizam iodo nas células com facilidade. Em caso de cânceres de tireóide que não tem afinidade com o iodo, essa forma de tratamento é pouco efetiva.

 

A necessidade de uma nova iodoterapia é amplamente discutida para se avaliar os benefícios em relação aos riscos, já que o iodo radioativo não pode ser realizado muitas vezes por sua toxicidade ao nosso corpo, principalmente nos pulmões, que pode levar a uma fibrose do tecido pulmonar no caso de doses elevadas de iodoterapia.

 

Porém esse manejo é personalizado e o cirurgião de cabeça e pescoço, assim como médico nuclear, são responsáveis por discutir e manejar esse tratamento da melhor maneira possível para o paciente e com menor risco possível de sequelas.

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